
Foice de amarguras,
sua fúria ceifou
minha alma , deixando
minha aura escura.
Fúria da foice que domina
vem chegando e podando
toda alegria, numa fúria incessante
e enlouquecida.
Cortou minha trilha,
ceifou minha vida,
arrancou do meu peito
a esperança contida.
Esta fúria que move
montanhas, que parte
em duas partes minhas
feridas, feito a foice da morte
marcada para aquele dia.
Mata tudo que vem pela frente
a fúria da morte,
feito foice demente,
afiada de dois gumes delinquentes
Nessa ira que me envolve,
nessa foice que me corta
eu me entregarei ao ócio e naquele
pódio que nunca pertenci, deixarei
que a fúria da foice me dilacere até me
sucumbir.
Fúria da mente
foice do ódio,
morre tudo que se tem,
mata tudo que se pode.
Leni Martins
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